Vale avalia construir porto e ferrovia no Pará para possível expansão de Serra Sul

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A mineradora Vale considera construir ferrovia e porto no Pará para atender possível expansão da capacidade de produção de Carajás Serra Sul, para 150 milhões de toneladas por ano, afirmou a empresa em uma apresentação publicada nesta terça-feira.

A ferrovia em avaliação teria 400 quilômetros e iria conectar a Estrada de Ferro Carajás (EFC) ao Porto da Vila do Conde. Segundo a empresa, a medida poderia contribuir com o “desengargalamento” do Porto de Ponta da Madeira, no Maranhão, por onde a Vale hoje escoa o minério de sua maior mina. A empresa havia informado, há cerca de um mês, que estava avaliando dobrar a produção na Serra Sul de Carajás, no Pará, onde está a mina gigante S11D, em Canaã dos Carajás (PA), após 2020, para 150 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Hoje a companhia produz em Serra Sul apenas no S11D, que entrou em operação comercial em janeiro de 2017 e ainda está em fase de desenvolvimento. Outras áreas geológicas podem ser exploradas na região. A possibilidade de expandir as atividades ao Norte do Brasil ocorre enquanto a mineradora tem diversas operações paralisadas em Minas Gerais, em meio a uma revisão de segurança devido ao rompimento fatal de uma barragem de rejeitos de mineração em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro.

O anúncio ocorre ainda quase um mês após a assinatura de um memorando de entendimentos com o grupo China Communications Construction Company (CCCC) para a instalação de uma laminadora de aço em Marabá, um dos pontos por onde passa a EFC, com investimento de 450 milhões de dólares. Na ocasião, as empresas não explicaram de onde viria o aço a ser utilizado pela laminadora, e o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, afirmou em entrevista acreditar que o projeto precisaria exportar a partir de infraestrutura de minério da Vale.

A Vale não deixou claro nesta terça-feira, no entanto, se a nova ferrovia que está sendo considerada também poderia atender a possível laminadora para trazer aço e exportar o produto acabado.

Fonte: Marta Nogueira – Reuters News Agency


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